Renascer para a conversão
Vamos meditar o Evangelho de São João sobre renascer. 3,22-30: “Jesus respondeu: ‘Ninguém pode receber coisa alguma se não lhe for dada do céu. Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse. Eu não sou o Cristo, mas fui enviado à frente dele'” (João 3,22-30).
O renascer pela água e pelo Espírito Santo
É preciso iniciar esta reflexão compreendendo que o novo nascimento é uma necessidade fundamental. Ele exige uma conversão sincera, a aceitação plena da vontade de Deus e a prática dedicada de Seus mandamentos no cotidiano.
O trecho do evangelho ocorre após o diálogo com Nicodemos, focando no nascimento pela água e pelo Espírito. João Evangelista apresenta a transição entre o ministério de João Batista e o início da obra redentora de Jesus Cristo.
O ponto alto desta passagem é a revelação de uma profunda teologia da graça divina. João Batista reconhece que sua missão de precursor se encerra para que Jesus possa iniciar plenamente Sua missão de salvação entre os homens.
A teologia da graça e a importância da humildade
Tudo o que realizamos para o Reino de Deus é fruto do dom e da graça, e não de méritos próprios. A transformação em nossa vida é obra divina; cabe a nós apenas a tarefa de manter o coração aberto e receptivo.
Um coração endurecido impede a penetração da graça, pois Deus respeita profundamente a nossa liberdade de escolha. Precisamos pedir a virtude da humildade para não sermos donos de nós mesmos, permitindo que o Senhor aja livremente.
O chamado à santidade através do renascimento
Grandes exemplos, como o do Padre Jonas na Canção Nova, mostram que é necessário nascer do alto para corresponder ao chamado de Deus. Sem esse renascimento espiritual, torna-se impossível viver a plenamente a santidade de vida.
O Espírito Santo é o nosso guia constante nesta caminhada de fé e amadurecimento espiritual. Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!