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B. João de Fiesole (Fra Angélico), sacerdote dominicano

B. João de Fiesole (Fra Angélico), sacerdote dominicano - Santo do dia 18 de fevereiro

Santo do dia 18 de fevereiro

O Beato Angélico, proclamado Padroeiro Universal dos Artistas, por João Paulo II, encontra-se entre os máximos pintores de todos os tempos. Este Frei Dominicano praticava a arte de pregar com o pincel o que contemplava na alma. O Beato Angélico é celebrado pela Igreja no dia 18 de fevereiro.   
B. João de Fiesole (Fra Angélico), sacerdote dominicano

Giovanni de Fiesole, no civil Guido de Pietro, conhecido como Beato Angélico, dizia sempre: “Quem faz as coisas de Cristo, está sempre com Ele”. Sua convicção era de que “todas as ações deviam ser orientadas para Deus”. A pintura - da qual era um excelente artista - era vista como “expressão da experiência contemplativa, instrumento de louvor e de elevação da mente às realidades celestes”.

Angélico nasceu em Vicchio del Mugello, na Toscana, em fins do século XIV; desde criança, demonstrou uma grande predisposição pelo desenho e as miniaturas. A aspiração pelo “belo” tornou-se, cada vez mais, obstinada na alma do jovem artista. Em um primeiro momento, esta aspiração reforçou seu talento natural pela arte; mais tarde, tornou-se uma clara e inconfundível chamada à vocação religiosa, por parte de Deus, que é Beleza por excelência.

A pintura como oração

Angélico entrou, com seu irmão, Bento, para o convento de Fiesole. Oração, estudo e austeridade aperfeiçoaram o espírito e o pincel do Frei Giovanni, levando-o a traduzir em imagens, repletas de humanidade e misticismo, os frutos da sua oração. Crucifixos, imagens de Nossa Senhora, Anunciações, vibrantes luzes diáfanas e retábulos de altares foram expressões de uma alma que, na simplicidade evangélica, mediante um trabalho disciplinado de oficina, soube viver com o coração no céu. Narra-se que ele pintava de joelhos e jamais iniciava suas obras sem rezar, comovendo-se quando reproduzia Cristo na cruz.

Síntese entre Humanismo e Fé

Em Angélico, - assim o chamou, pela primeira vez, Frei Domingos de Corella, em 1469, - jamais havia antítese entre humanidade e divindade, entre corpo e espírito, entre fé e razão. A doçura, a graça e a beatitude das figuras, nascidas do “impulso” do seu pincel, revelavam uma perfeita unidade entre humanismo e religião. A propósito, Vasari escrevia que ele “tinha o costume de não retocar as pinturas [...] achando que esta era a vontade de Deus”.

No Beato Angélico, havia uma perfeita sintonia entre o rigor prospectivo, a atenção pela figura humana, renascentistas, e a tradição medieval, que tinha, entre seus postulantes, a função didática da arte e o valor místico da luz.

Os afrescos (1438-1445) no convento de São Marcos, em Florença, testemunham a pureza da arte de Giovanni de Fiesole: as suas catequeses por imagens, em tamanho natural, inspiram uma profunda identificação com a Paixão e Morte de Cristo. A fama destas pinturas levou o Papa Eugênio IV a convidar o artista Dominicano a pintar, no Vaticano, uma Capela na antiga Basílica de São Pedro, que, depois, foi destruída. Narra-se também que seu Sucessor, Nicolau V, não pôde deter as lágrimas, em 1449, diante dos afrescos com as histórias dos Santos Lourenço e Estêvão, que o frade pintou na Capela privada do Palácio Apostólico.

Junto com Benozzo Gozzoli, Frei Angélico deixou um testemunho de si, na abóbada da Capela de São Brício, na Catedral de Orvieto.

Padroeiro dos artistas

Frei Angélico tornou-se prior de São Domingos, em Fiesole, entre 1448 e 1450; desenvolveu esta função com humildade e espírito de serviço. “Se ele quisesse – lembra ainda Vasari – podia ter vivido de modo opulento e ter-se tornado rico com as suas pinturas”. Pelo contrário, sempre evitou o poder, a riqueza e a fama; de fato, até rejeitou, sem hesitar, a proposta que o Papa Parentucelli lhe fez de ocupar a sede episcopal de Florença.

O Beato Angélico faleceu, em 18 de fevereiro de 1455, no convento de Santa Maria sopra Minerva, em Roma. Na Basílica adjacente, ainda se encontram seus restos mortais. São muitos os peregrinos que, todos os anos, enfrentam a longa subida do Capitólio para visitar a sua sepultura.

 
 

Oração do dia:

 
"Ó B. João de Fiesole (Fra Angélico), sacerdote dominicano, humilde servo de Deus, que encontraste na solidão e na oração a verdadeira paz, intercede por nós junto ao Senhor. Ajuda-nos a buscar a unidade e a força espiritual em meio às tribulações, e guia-nos com tua sabedoria ao coração da Santíssima Trindade. Amém."
 
Que neste dia possamos refletir sobre a vida de B. João de Fiesole (Fra Angélico), sacerdote dominicano e buscar inspiração em sua entrega total a Deus, especialmente em tempos desafiadores.
 

Santo do Dia: A Importância da Santidade Cotidiana

 
Todos os dias, a Igreja Católica celebra a memória de um ou mais santos, conhecidos por suas virtudes e exemplo de vida cristã. A tradição do "Santo do Dia" é uma maneira de lembrar a vida de pessoas que dedicaram sua existência a Deus, servindo à humanidade com amor e devoção.
 

Quem São os Santos?

 
Os santos são homens e mulheres que, durante sua vida, buscaram seguir fielmente os ensinamentos de Cristo. Muitos foram martirizados por sua fé, enquanto outros dedicaram suas vidas à oração, à caridade e à evangelização. A Igreja os canoniza após um processo de reconhecimento de suas virtudes e milagres atribuídos à sua intercessão.
 

A Celebração do Santo do Dia

 
Cada santo tem um dia específico de comemoração, geralmente associado à data de sua morte, considerada como o dia de seu encontro definitivo com Deus. Essa prática ajuda os fiéis a conhecerem mais sobre esses exemplos de santidade e a se inspirarem em sua jornada espiritual.
 

O Propósito Espiritual

 
A celebração do Santo do Dia não é apenas uma recordação histórica, mas um convite à reflexão e à oração. Os fiéis podem pedir a intercessão do santo celebrado, buscando força e inspiração para enfrentar desafios diários e viver com mais fé e esperança.
 
Conhecer e celebrar o Santo do Dia é uma forma de fortalecer a fé e encontrar exemplos concretos de vida cristã. Cada santo nos ensina algo valioso sobre perseverança, amor ao próximo e dedicação a Deus. Que possamos aprender com suas histórias e buscar sempre uma vida de maior santidade.
 
Conhecer a vida dos santos e celebrar seu legado é um convite para fortalecer a própria fé e buscar um caminho de santidade no cotidiano. Cada santo oferece um ensinamento único sobre amor, resiliência e dedicação a Deus. Que suas histórias nos inspirem a viver com mais devoção e propósito, seguindo os passos de Cristo em nosso dia a dia.
 
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