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s. Marina de Bitinia

s. Marina de Bitinia - Santo do dia 18 de junho

Santo do dia 18 de junho

A história de Marina de Bitínia é uma das mais originais da Igreja antiga. Tornou-se Santa, por volta do século VIII, após ter passado, com o pai, uma vida curta e intensa em um convento, disfarçada de homem. Falsamente acusada, foi capaz de recuperar a dignidade perdida, com grande fé e caridade.  
s. Marina de Bitinia

Para seus cabelos compridos, bastava uma tesoura; o saio longo e a penumbra cavernosa em que vivia, fariam o resto. Dito e feito. Eugênio transformou sua filha de 14 anos em um noviço imberbe. Assim, juntos, partiram para o Cenóbio de Kanoubine, na Síria, um lugar de oração escondido entre cavernas escavadas na rocha. Este foi o início da extraordinária história de Marina, natural da Bitínia na Ásia Menor, hoje Turquia, que, segundo os historiadores, viveu provavelmente na primeira metade do ano 700 (alguns a situam entre o século IV-V). 

Na verdade, a história da pequena Marina começou com a viuvez precoce do pai, que se retirou para um convento por causa da dor, condenando também sua filha a uma tristeza inconsolável. Porém, o desapego não resistiu à força do afeto. Eugênio confessou seu sofrimento ao abade, pedindo-lhe para viver no mosteiro com seu “filho”. O superior, comovido, aceitou.

Frei Marino

Com o passar do tempo, durante a longa viagem, Marina foi preparada pelo pai sobre os usos e costumes da vida religiosa e entrou para o Cenóbio. Ao entrar para o convento, como jovem imberbe e com feições femininas, - que alguns frades pensam ser um eunuco, - ela se tornou “Frei Marino”.
A vida com que "Marino" vivia a sua nova vida era tão perfeita - com a cumplicidade do ambiente solitário, que mantinha o sigilo - que o estratagema passou despercebido. A barba, que não crescia nas bochechas de Marino, era explicada pela intensa vida ascética, mas isso não importava. Aquele jovem era um verdadeiro exemplo no mosteiro e, seu pai, novamente um homem feliz! Uma alegria que durou três anos, quando Eugênio faleceu.

Infâmia e redenção

Certo dia, Frei Marino foi enviado, com outros confrades, para resolver um negócio e tiveram que dormir em uma pousada. Naquela mesma noite, a filha do dono foi estuprada por um soldado de passagem. Quando descobriu que estava grávida, a moça acusou os frades, em particular, Marino, que poderia ter-se defendido. Mas, ao elevar seu pensamento a Cristo, aceitou a culpa, da qual era alheio. Assim, o monge exemplar acabou caindo no ciclone da injúria. Por isso, foi castigado e expulso do mosteiro, sendo obrigado a cuidar do recém-nascido.
Marino passou três anos críticos, mas não se distanciou do cenóbio. Vive de esmola e se dedica ao nenê com todo o carinho. Seus confrades de então ficaram impressionados pela sua atitude e pediram ao abade a sua readmissão. Frei Marino foi novamente aceito, com a condição de servir aos frades e se dedicar aos trabalhos mais servis. O jovem não pensou duas vezes. Então, retomou seu saio, mais zeloso do que antes, continuando a cuidar do seu filho adotivo.

Miraculado

O desgaste físico, pelo qual passou ainda passava, exigiu um preço. Certa vez, seus confrades o encontraram morto em sua cela. Marino tinha apenas 25 anos, mas sua história podia preencher duas vidas.
A última viravolta ocorreu quando os frades, ao recomporem seu corpo no caixão, descobriram a sua verdadeira identidade e compreenderam, com grande pesar, a infâmia que aquele humilde monge, - que era uma moça - suportou em silêncio.
Narra-se que a jovem, que o havia caluniado, estava possuída pelo demônio. No entanto, correu e se prostrou diante do seu leito de morte, implorando o perdão de Marino. Naquele momento, ela ficou imediatamente curada.
Já se falava de seus prodígios em vida. Mas, depois da sua morte, os sinais extraordinários, atribuídos a Marina de Bitínia, multiplicaram-se.
Seus restos mortais encontram-se em Veneza, desde 1200. Ali a Santa é venerada como um dos Padroeiros.
 

Santo do dia 18 de junho

Marcos e Marceliano, talvez irmãos de sangue, mas, certamente, irmãos no martírio, foram detidos, no ano 304, pelo prefeito Cromácio, que lhes concedeu um mês para negar a fé. Ao rejeitarem, foram martirizados e sepultados na Catacumba de Balbina, na Via Ardeatina.   Leia tudo...
S. Gregório Barbarigo, bispo de Pádua e cardeal
Os pontos cardeais da vida de Gregório eram a ajuda aos leprosos, sua proximidade aos fiéis, sobretudo aos mais pobres, e a formação de sacerdotes, profundamente inspirados em São Carlos Borromeu. São Gregório Barbarigo foi um homem muito estimado pelos Papas do seu tempo.   Leia tudo...Leia tudo...
 
 

Oração do dia:

 
"Ó s. Marina de Bitinia, humilde servo de Deus, que encontraste na solidão e na oração a verdadeira paz, intercede por nós junto ao Senhor. Ajuda-nos a buscar a unidade e a força espiritual em meio às tribulações, e guia-nos com tua sabedoria ao coração da Santíssima Trindade. Amém."
 
Que neste dia possamos refletir sobre a vida de s. Marina de Bitinia e buscar inspiração em sua entrega total a Deus, especialmente em tempos desafiadores.
 

Santo do Dia: A Importância da Santidade Cotidiana

 
Todos os dias, a Igreja Católica celebra a memória de um ou mais santos, conhecidos por suas virtudes e exemplo de vida cristã. A tradição do "Santo do Dia" é uma maneira de lembrar a vida de pessoas que dedicaram sua existência a Deus, servindo à humanidade com amor e devoção.
 

Quem São os Santos?

 
Os santos são homens e mulheres que, durante sua vida, buscaram seguir fielmente os ensinamentos de Cristo. Muitos foram martirizados por sua fé, enquanto outros dedicaram suas vidas à oração, à caridade e à evangelização. A Igreja os canoniza após um processo de reconhecimento de suas virtudes e milagres atribuídos à sua intercessão.
 

A Celebração do Santo do Dia

 
Cada santo tem um dia específico de comemoração, geralmente associado à data de sua morte, considerada como o dia de seu encontro definitivo com Deus. Essa prática ajuda os fiéis a conhecerem mais sobre esses exemplos de santidade e a se inspirarem em sua jornada espiritual.
 

O Propósito Espiritual

 
A celebração do Santo do Dia não é apenas uma recordação histórica, mas um convite à reflexão e à oração. Os fiéis podem pedir a intercessão do santo celebrado, buscando força e inspiração para enfrentar desafios diários e viver com mais fé e esperança.
 
Conhecer e celebrar o Santo do Dia é uma forma de fortalecer a fé e encontrar exemplos concretos de vida cristã. Cada santo nos ensina algo valioso sobre perseverança, amor ao próximo e dedicação a Deus. Que possamos aprender com suas histórias e buscar sempre uma vida de maior santidade.
 
Conhecer a vida dos santos e celebrar seu legado é um convite para fortalecer a própria fé e buscar um caminho de santidade no cotidiano. Cada santo oferece um ensinamento único sobre amor, resiliência e dedicação a Deus. Que suas histórias nos inspirem a viver com mais devoção e propósito, seguindo os passos de Cristo em nosso dia a dia.
 
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